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CDL Itajubá participa de nova reunião da Câmara Municipal sobre sacolas plásticas

24/09/2020

Por Herika Nogueira Comunicação Integrada - Assessoria em Comunicação CDL Itajubá

A Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL Itajubá, representada por seu diretor de Soluções e Ações Institucionais, Alexandre Costa Lopes, participou de nova reunião promovida pela Câmara Municipal de Itajubá para contribuir com as discussões sobre a substituição das sacolas plásticas, prevista no Substitutivo ao Projeto de Lei nº 4366.

A 12ª Reunião da Comissão Permanente de Meio Ambiente, Bem-Estar Animal e Agropecuária da Câmara Municipal de Itajubá (CMI), aconteceu na tarde desta quarta-feira (23/09). Conduzida pelo vereador Vladimir Bananeiro, a reunião objetivou dar continuidade aos estudos ‘sobre a obrigatoriedade de substituição do uso das sacolas de plásticos por embalagem de papel, sacolas plásticas biodegradáveis e ou similares, em supermercados, mercados de pequeno porte, lojas de departamento e o comércio em geral’, projeto de lei de autoria do vereador Cleber David.

Participaram da reunião, também a convite da CMI, o secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Augusto Corrêa; o secretário executivo do Consórcio Intermunicipal dos Municípios da Microrregião do Alto Sapucaí para Aterro Sanitário (Cimasas), Pedro Mendonça; representantes do grupo ComCiência Itajubá, Aleta Fernandes; da Eco Comércio de Material Reciclável, Silvio Vilas Boas Ribeiro; e da Associação de Catadores Autônomos de Reciclagem Itajubense (Acari), Paulo Sérgio.

Alexandre Lopes abriu as discussões, a pedido do coordenador da reunião, apresentando dados coletados pela CDL Itajubá sobre o tema, exibidos na 11ª reunião. A CDL Itajubá também encaminhou material informativo para todos os vereadores, com o objetivo de expor distintos pontos de vista sobre as sacolas plásticas, possibilitando ampliar o debate sobre o assunto e, assim, contribuir para a tomada de decisão pela CMI.

“Nossa abordagem considerou o impacto do projeto de lei no comércio, para os comerciantes e na vida econômica da nossa cidade. O atual momento, com a pandemia da Covid-19, não viabiliza provocar aumento de custos para os comerciantes, o que refletirá no aumento do preço dos produtos para os consumidores. Também é importante avaliar a realidade de Itajubá, quanto aos principias materiais poluentes, para que possamos ter uma lei eficiente e que traga os melhores resultados. Por isso, a CDL solicitou à Câmara Municipal ouvir organizações que atuam e trabalham com o meio ambiente e reciclagem de forma técnica”, declarou o diretor da CDL Itajubá, completando que os supermercadistas apoiam o uso das sacolas reutilizáveis, pelos consumidores, como as de lona, por exemplo.

Em sua fala, o vereador Cleber David comentou que, segundo informações obtidas por ele, não há interesse na reciclagem da sacola plástica por parte dos catadores de recicláveis, pelo baixo valor pago pelo material e por ela ser, normalmente, utilizada para o descarte de lixo orgânico, isso comparado a outros materiais descartáveis, com garrafas pet e embalagens de alumínio. “Por isso a preocupação em criar uma legislação para as sacolinhas”, explicou ele.

Para Aleta Fernandes, do grupo ComCiência, o maior desafio está na mudança de hábito da população e que substituir as sacolinhas simboliza o início de uma conscientização. Atentou para o fato de que ainda existem outros problemas, como pessoas que não fazem a separação de resíduos e o descarte incorreto. ”Essa consciência é um trabalho educacional que permeia tudo aquilo que precisa ser feito. A pessoa precisa se perceber como protagonista da mudança e a sacolinha pode ser o início dessa atitude de mudança. Mesmo as sacolas biodegradáveis podem ser utilizadas mais de uma vez”, expressou Aleta.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Augusto Corrêa, afirmou que houve grande avanço da coleta seletiva no município, com o trabalho das associações e cooperativas de catadores e reciclagem, e a separação feita por empresas e domicílios. Que o projeto de lei deveria ser discutido há tempos e que seu impacto é diretamente no cidadão, já que a sacolinha faz parte do dia a dia das pessoas. “Já houve um trabalho anterior para retirar as sacolinhas em Itajubá, mas a lei foi revogada. Isso foi um atraso de conhecimento e de desenvolvimento socioambiental para o município. Hoje saem do Cimasas 4 a 5 toneladas de resíduos reaproveitáveis por semana, 20 toneladas por mês. Não tem como a área ambiental do município ir contra um projeto desse. Agora, fico preocupado com a reação da população Qual é a participação popular nesse projeto? É necessário fazer uma campanha de educação ambiental”, comentou o secretário de Meio Ambiente.

Reflexões sobre o uso do plástico, como copos e garrafas pet, sobre as garrafas de vidro não retornáveis, materiais poluentes altamente consumidos e que não estão em discussão, foram feitas pelo secretário executivo do Cimasas, Pedro Mendonça. Sobre as sacolinhas, ele comentou que elas são muito reaproveitadas pelas pessoas e que ações são importantes, mas que é preciso conscientizar as pessoas sobre o uso e descarte de materiais recicláveis. “É uma discussão mais abrangente. Uma proposta seria de conscientização das pessoas, inclusão sobre o meio ambiente, começando pelas escolas. Temos problemas ambientais gravíssimos, como descarte irregular de lixo no Rio Sapucaí”, apontou Mendonça.

Sílvio Ribeiro, da Eco Reciclagem, que está há 26 anos no ramo da reciclagem, explicou que a sacolinha já é resultado da reciclagem das embalagens PAD e que ela não tem valor para os catadores por ser muito leve. “As sacolinhas são muito reutilizadas nas casas, para os lixinhos da cozinha e banheiro, sendo uma embalagem mais barata para o comerciante e que tem reutilização. A sacolinha, no mínimo, é reutilizada quatro vezes, a sacaria preta de polietileno é pior ainda, sendo usada uma vez só, exclusivamente para colocar o lixo,”, comentou Sílvio.

O representante da Acari, Paulo Sérgio, que participa da associação há 5 anos, afirmou que a entidade consegue reciclar entre 8 e 15 toneladas/mês de sacolas plásticas, com incentivo do estado para cada tonelada e apoio de outra associação pela coleta desse material, mais poluentes. “Vejo o plástico como renda, não como estorvo. Quem polui o meio ambiente são as pessoas e não o material. Tem que haver uma conscientização, dentro de casa, nas escolas. Hoje tudo é plástico, nos supermercados os produtos são todos embalados com plástico. A sacola é reciclável, enquanto outros plásticos, como embalagem de salgadinho, não são”, esclareceu Pedro.

O vereador Cleber David finalizou dizendo que as opiniões são válidas e serão todas analisadas. Que a lei, se aprovada, entrará em vigor após 360 dias, não afetando os comerciantes neste momento crítico causado pela pandemia da Covid-19. “Vou continuar discutindo o tema antes de apresentar no plenário para discussão e votação.Tudo seja feito de comum acordo e democraticamente”, afirmou ele, completando que há possibilidade de incluir, no projeto de lei, facultar aos supermercados e comércio em geral a cobrança, ou não, pelas sacolinhas. Que todas as ideias serão discutidas, podendo, até mesmo, cessar o projeto.

Vereador Vladimir encerrou a sessão ressaltando a importância da colaboração dos segmentos organizados para o debate sobre as sacolas plásticas e que o estudo feito pela CDL Itajubá contribuiu para enriquecer o debate quanto ao tema.

A reunião pode ser assistida, na integra, na página da CMI no Youtube: https://bit.ly/364AIdC

 

Fonte: CDL Itajubá


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