De acordo com notícia divulgada esta semana pela FCDL‑MG, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) para 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006.
A federação mineira considera a decisão prejudicial, especialmente ao comércio, ao recordar que juros mais altos encarecem o crédito, reduzem o consumo, afetam o investimento e impactam diretamente os pequenos e médios empresários.
A FCDL‑MG reforça que, embora a contenção da inflação seja imprescindível, o nível atual da Selic impõe desafios para o setor produtivo. A entidade alertou que juros elevados “ampliarão os desafios enfrentados pelo setor produtivo”, comprometendo não apenas a retomada da economia, mas também a geração de empregos.
Instituições como a CDL de Belo Horizonte e entidades do setor apontam que a nova rodada de alta da Selic pode restringir o consumo das famílias e tornar ainda mais escasso o acesso ao crédito para os empreendedores. Para a FCDL‑MG e o varejo mineiro, é essencial que o Banco Central avalie com cautela o impacto acumulado dos ajustes feitos até agora, evitando prejudicar a sustentabilidade do comércio local.
A CDL Itajubá reforça esse posicionamento e destaca que a política de juros elevados não pode ser analisada de forma isolada. É fundamental que o governo federal faça a sua parte, adotando medidas firmes de controle de gastos públicos e promovendo uma reforma tributária que reduza a carga de impostos sobre empresas e consumidores. Apenas com responsabilidade fiscal e ambiente econômico favorável será possível criar as condições necessárias para que o Banco Central interrompa a elevação da Selic e, gradualmente, inicie sua redução. Essa mudança é urgente para reaquecer a economia, estimular o investimento produtivo e garantir a competitividade do comércio local e nacional.
Para ler a reportagem na íntegra e ficar por dentro de outras notícias do comércio mineiro, acesse o site da FCDL‑MG: www.fcdlmg.org.br.
Fonte: FCDL-MG / CDL Itajubá.