De acordo com informação publicada pela FCDL-MG, a taxa de desocupação em Minas Gerais fechou o segundo trimestre de 2026 em 3,8%, uma queda de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando o índice havia sido estimado em 5%. O resultado iguala o menor índice da série histórica, iniciada em 2012, registrado anteriormente no quarto trimestre de 2025.
Segundo os dados divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego em Minas Gerais permanece abaixo da registrada no Brasil, que ficou em 5,4% no segundo trimestre. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 0,2 ponto percentual no estado e de 0,4 ponto percentual no país.
Mercado de trabalho mineiro
No segundo trimestre, a força de trabalho em Minas Gerais era composta por aproximadamente 11,45 milhões de pessoas. Desse total, cerca de 11 milhões estavam ocupadas e 437 mil estavam desocupadas.
O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas ocupadas entre a população em idade de trabalhar, alcançou 61,6% no estado, crescimento de 1,1 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2026.
Queda do desemprego exige atenção
A matéria destaca que a taxa de desocupação costuma apresentar redução no segundo trimestre em razão de fatores sazonais do mercado de trabalho. O analista do IBGE em Minas Gerais, Leonardo Carrilho, também observa que o indicador vem apresentando trajetória de queda desde o período mais crítico da pandemia e começa a demonstrar sinais de estabilização em um patamar mais baixo.
Outro ponto destacado é que os indicadores de ocupação consideram também os trabalhadores informais. Dessa forma, o resultado positivo da taxa de ocupação não representa necessariamente um aumento equivalente nas contratações formais.
Rendimento ainda fica abaixo da média nacional
Apesar do resultado favorável no mercado de trabalho, o rendimento médio do trabalhador mineiro permanece abaixo da média brasileira. No segundo trimestre de 2026, o rendimento médio em Minas Gerais foi de R$ 3.463, enquanto no Brasil alcançou R$ 3.738.
Para especialistas ouvidos na matéria, os números reforçam a resiliência do mercado de trabalho mineiro, embora o cenário ainda exija cautela diante da permanência dos juros em patamar elevado, que pode limitar o consumo e os investimentos.
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Fonte: FCDL-MG / CDL Itajubá.